Objetivos e público alvo
O projeto visa combater a violência de gênero e o racismo estrutural através da implementação de uma clínica psicossocial e jurídica de acolhimento. A iniciativa promove a formação cidadã e o fortalecimento da rede de proteção local, utilizando a cosmovisão africana como base para a emancipação. O público prioritário são mulheres negras, indígenas e a comunidade LGBTQIA+ de Rondonópolis (MT), historicamente vulnerabilizados. O objetivo central é oferecer suporte integral e humanizado, garantindo que essas mulheres acessem direitos fundamentais e fortaleçam sua autonomia emocional e social perante as violações sistêmicas.
Contexto
Em Rondonópolis, as mulheres negras e populações tradicionais enfrentam altos índices de violência doméstica e institucional, agravados pelo racismo estrutural e pela LGBTfobia. A ausência de espaços de acolhimento que considerem a interseccionalidade de raça, classe e gênero dificulta o rompimento de ciclos de abuso e a busca por justiça. Muitas vítimas encontram barreiras no sistema público, que muitas vezes reproduz estigmas em vez de oferecer proteção efetiva. O projeto surge para preencher essa lacuna, criando um território seguro de escuta e resistência que reconhece as especificidades culturais e as potências dessas identidades na região.
Sobre a Organização
Fundada em 1992, a Associação Araxá é uma entidade de base dedicada à preservação das culturas afro-brasileiras e à promoção dos direitos humanos em Mato Grosso. Guiada pelos princípios de ancestralidade e Ubuntu, a organização atua no enfrentamento às desigualdades por meio de ações educacionais, culturais e psicossociais. O grupo é referência na articulação comunitária e na defesa de mulheres e povos tradicionais, unindo saberes técnicos e populares para a transformação social.


























