Objetivos e público alvo
O projeto visa fortalecer a autonomia e a incidência política da comunidade quilombola por meio da estruturação da sede e da formação técnica de suas lideranças. A iniciativa foca na produção de um Dossiê de Violações e Resistência para denunciar o racismo ambiental e reivindicar direitos territoriais. O público prioritário são as 60 famílias do Quilombo de Graúna, em Itapemirim (ES), com foco no protagonismo de 40 mulheres e jovens nas oficinas formativas. O objetivo central é consolidar a associação como um sujeito político capaz de gerir seus próprios processos e proteger seu patrimônio ancestral.
Contexto
O Quilombo de Graúna enfrenta desafios críticos de invisibilidade e pressão sobre seu território tradicional, agravados pela morosidade nos processos de titulação. A comunidade sofre com o racismo estrutural que limita o acesso a políticas públicas de infraestrutura, educação e fomento à agricultura familiar. A falta de uma estrutura física adequada para a associação dificulta a organização coletiva e a articulação com redes de defesa de direitos. Nesse cenário, o projeto atua para romper o silenciamento histórico, transformando a memória e a resistência quilombola em ferramentas de luta contra as desigualdades socioambientais na região.
Sobre a Organização
Fundada em 2006, a Associação Comunitária dos Quilombolas de Graúna atua no fortalecimento da identidade étnica e na promoção do desenvolvimento social e econômico do território. A organização é o pilar de resistência da comunidade, liderando ações de educação popular, resgate da memória ancestral e defesa dos direitos humanos. Com uma gestão baseada na justiça racial e na coletividade, a associação mobiliza mulheres e jovens para enfrentar as violações e garantir a soberania alimentar.


























