Objetivos e público alvo
O projeto visa fortalecer a estrutura institucional da Associação e capacitar suas lideranças para a gestão autônoma do território e a defesa de direitos fundamentais. A iniciativa foca no desenvolvimento de planos de captação de recursos e comunicação para garantir visibilidade política e sustentabilidade à comunidade. O público prioritário são as famílias quilombolas de Boa Vista e Poço Comprido, em Morro do Chapéu (BA), com foco especial no protagonismo de mulheres e jovens negros. O objetivo central é transformar a organização em um sujeito político fortalecido, capaz de enfrentar a invisibilidade e garantir a permanência digna em suas terras ancestrais.
Contexto
O Quilombo de Boa Vista enfrenta graves violações de direitos, marcadas pela ausência de acesso à água potável, falta de escolas e negligência estatal histórica. A comunidade vive sob invisibilidade institucional e racismo estrutural, o que ameaça a soberania alimentar e a dignidade das famílias. As lideranças locais atuam sem suporte técnico ou infraestrutura mínima, enfrentando o esgotamento e o risco de desmobilização frente às pressões externas. Esse cenário de exclusão exige ferramentas reais de incidência para que o território deixe de apenas sobreviver e passe a florescer com justiça social.
Sobre a Organização
Fundada em sua trajetória de resistência ancestral e formalizada para dar voz ao território, a Associação Quilombola de Boa Vista Poço Comprido é liderada por uma diretoria 100% feminina e negra. A organização atua como pilar de articulação política na Chapada Diamantina, defendendo a identidade e o território contra o apagamento cultural. A presidência é exercida por uma mulher negra com deficiência visual que simboliza a força da ancestralidade no comando das lutas comunitárias.


























