Objetivos e público alvo
O projeto visa dar visibilidade e voz às mulheres indígenas da Aldeia Irajá, promovendo oficinas, debates e ações que fortaleçam sua participação nas decisões comunitárias. Busca difundir direitos específicos e criar espaços para solução de demandas locais, combatendo a desigualdade de gênero. O público prioritário abrange mulheres indígenas Tupinikim e não indígenas aldeadas, incluindo jovens, adultas, anciãs, artesãs e agricultoras que buscam autonomia e bem-viver.
Contexto
A Aldeia Irajá, em Aracruz (ES), abriga mais de 700 pessoas que enfrentam desemprego e dependem de auxílios decorrentes do desastre de Mariana de 2015. As mulheres sofrem com violência doméstica e falta de assistência ginecológica especializada, além de enfrentarem os impactos da crise climática na agricultura de subsistência. O cenário é marcado pela necessidade urgente de segurança alimentar, proteção de recursos naturais e ampliação do acesso a políticas públicas construídas com participação indígena.
Sobre a Organização
A Associação das Mulheres Guerreiras originou-se de um coletivo que, em 2025, completa dois anos de atuação em prol da autonomia e defesa dos direitos das mulheres indígenas. A estrutura é composta por uma diretoria de mulheres Tupinikim e não indígenas aldeadas, focada em gerar independência financeira e preservar a cultura ancestral. A organização articula-se com o Conselho de Mulheres Tupiniquim e Guarani e participa ativamente da Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília.


























