Objetivos e público alvo
A iniciativa visa tirar da invisibilidade o trabalho de cuidado das doulas goianas. O projeto busca estruturar cooperativas e instrumentalizar essas profissionais – majoritariamente mulheres negras, pardas e mães periféricas – na reivindicação de seus direitos.
Contexto
Embora o cuidado no ciclo gravídico-puerperal exija alta qualificação técnica e sensibilidade, a atividade das doulas ainda é reduzida à servidão voluntária ou doação afetiva, desprovida de remuneração justa. Neste cenário, Goiás foi pioneiro ao sancionar a Lei Estadual nº 20.072/2018, que assegura a presença dessas profissionais nos partos, mas a norma é constantemente descumprida devido à resistência corporativa e institucional das redes hospitalares.
Sobre a Organização
Nascida em 2017, disposta a barrar os alarmantes índices de violência obstétrica e cesarianas desnecessárias, a ADOULAGO é formada por trabalhadoras informais e mães periféricas. Com enraizamento nas redes de economia solidária, movimentos feministas, comunidades quilombolas e povos de terreiro, atua como uma ponte entre os saberes tradicionais do Cerrado e as estruturas de formulação das políticas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).


























