Objetivos e público alvo
O projeto visa fortalecer institucionalmente a APROSPI para qualificar o atendimento a mulheres negras trabalhadoras sexuais e ampliar a incidência política em conselhos de direitos. A iniciativa promove oficinas formativas, assistência jurídica especializada e o fortalecimento de redes de proteção contra o racismo e a violência institucional. O público prioritário são mulheres negras trabalhadoras sexuais do Piauí, residentes em periferias e vulnerabilizadas pelo estigma e pela seletividade do Estado. O foco central é garantir o acesso a direitos fundamentais, promover a autonomia financeira e consolidar a organização como referência na luta por justiça racial e social.
Contexto
No Piauí, as trabalhadoras sexuais negras enfrentam uma interseccionalidade de opressões que une o estigma da profissão ao racismo estrutural, resultando em remunerações inferiores e locais de trabalho precários. Esse grupo sofre com a violência institucional frequente e a carência de políticas públicas que considerem suas necessidades específicas de moradia, saúde e educação. A invisibilidade social é agravada pela falta de instituições de base fortalecidas que possam mediar o acesso aos órgãos de justiça e proteção. O projeto atua nesse cenário para romper o ciclo de exclusão e garantir que essas mulheres ocupem espaços de decisão e tenham suas identidades respeitadas.
Sobre a Organização
Fundada em 2008, a APROSPI é uma organização de base liderada por mulheres negras que atua na representação e defesa das trabalhadoras sexuais em todo o estado do Piauí. A associação atua ativamente em conselhos de saúde, habitação e mulheres, pleiteando políticas públicas que enfrentem o racismo e a marginalização histórica da categoria. Com foco na mobilização social e no acolhimento, o grupo utiliza ferramentas como a literatura de cordel para disseminar informações sobre direitos de forma acessível e lúdica.


























