Objetivos e público alvo
O projeto visa promover o debate sobre direitos humanos e justiça socioeconômica através da valorização dos saberes tradicionais e da inclusão digital crítica. A iniciativa foca na produção de conteúdos autorais, como podcasts e vídeos, e na construção simbólica de uma Tapera (oca tradicional) como espaço de cura e resistência cultural. O público prioritário é formado por indígenas Puri, especialmente jovens, mulheres e anciões da Aldeia Txeminára Uchô Betlháro Pury. O objetivo central é fortalecer o protagonismo juvenil e a conexão entre ancestralidade, território e novas linguagens contemporâneas.
Contexto
O território em Aimorés (MG) é marcado por profundos contrastes sociais e pelo silenciamento histórico da etnia Puri frente a pressões de grandes empreendimentos e expansão urbana. A comunidade enfrenta o racismo estrutural, a exclusão digital e a invisibilidade de seus saberes ancestrais no ambiente escolar e institucional. Esse cenário de violações é agravado pela degradação ambiental e pelos impactos socioambientais na Bacia do Rio Doce. Diante desse apagamento, o projeto surge como uma ação política e cultural para reivindicar o direito à identidade e à memória originária.
Sobre a Organização
A ARIPA organiza o povo originário Puri em Aimorés em uma jornada de resistência e (re)existência para visibilizar seus corpos e tradições. A missão da organização é promover a reparação histórica e o reconhecimento étnico através da troca de saberes intergeracionais e do uso de medicinas tradicionais. Formada por membros da própria comunidade, a associação atua na difusão de memórias afetivas e na defesa do modo de vida Puri nos espaços acadêmicos e institucionais. Com o apoio do Fundo Brasil, a organização fortalece sua autonomia para transformar o “Bem Viver” em uma prática coletiva de justiça e dignidade.


























