Objetivos e público alvo
O projeto visa o fortalecimento institucional do coletivo através de um planejamento estratégico trienal e da qualificação de sua gestão administrativa e financeira. A iniciativa busca consolidar a sustentabilidade da organização e ampliar sua visibilidade política por meio de ferramentas de comunicação e profissionalização da equipe. O público prioritário é formado por pessoas negras LGBTQIAPNB+, com foco em travestis e mulheres trans das periferias da Paraíba e estados vizinhos. O objetivo central é assegurar que o coletivo tenha autonomia para garantir direitos, promover o artivismo e oferecer suporte contínuo às existências dissidentes.
Contexto
A Paraíba e a região Nordeste enfrentam desafios críticos de violência e exclusão contra a população negra LGBTQIAPNB+, agravados pelo racismo estrutural e pela transfobia. Lideranças travestis negras frequentemente operam sem infraestrutura básica, enfrentando censura institucional e precarização de suas condições de vida e militância. Existe uma carência de espaços seguros que integrem acolhimento, formação política e fomento cultural fora dos eixos tradicionais de poder. O projeto surge para romper esse isolamento, fortalecendo uma rede de proteção e resistência que conecta arte e política para combater o apagamento dessas identidades.
Sobre a Organização
Fundada em 2020, a Casa das Benvenutty é um coletivo político-cultural que preserva o legado de Fernanda Benvenutty e atua no enfrentamento à LGBTQIAPNB+fobia e ao racismo. A organização articula quatro eixos: artivismo travesti, formação política, rede de acolhimento e incidência institucional em fóruns de participação popular. Liderado por travestis negras, o grupo utiliza a cultura Ballroom e a educação popular como ferramentas de emancipação nas periferias de PB, PE e RN.


























