Objetivos e público alvo
O objetivo é fortalecer o trabalho das mulheres indígenas Haliti-Paresi da aldeia Rio Verde, promovendo a agricultura tradicional e agroecológica como forma de garantir segurança alimentar, geração de renda e valorização cultural. A agricultura tradicional, baseada no cultivo de mandioca, batata-doce e carás, está ameaçada, afetando a segurança alimentar e a cultura local. O público prioritário são as mulheres indígenas que enfrentam esses desafios.
Contexto
A região habitada pelo povo Haliti-Paresi sofreu impactos ambientais e sociais devido ao avanço do agronegócio e às mudanças climáticas, como a diminuição da agrobiodiversidade, calor intenso, diminuição do nível das águas dos rios e, consequentemente, do número de peixes, alteração no calendário da frutificação do cerrado, com o qual o povo Haliti-Paresi mantém estreita ligação e dependência para suprir sua demanda nutricional por vitaminas e proteínas. Os recursos serão utilizados para revitalizar os roçados de quintal, promover técnicas agroecológicas e fortalecer a organização das mulheres indígenas, garantindo trabalho digno e proteção social.
Sobre a Organização
O Coletivo das Mulheres Indígenas Haliti-Paresi, da aldeia Rio Verde, atua na defesa dos direitos das mulheres indígenas, promovendo sua valorização, capacitação e participação política. Suas ações incluem a luta pela saúde, educação e segurança alimentar das famílias, além do combate à discriminação social, econômica e de gênero. O coletivo também se articula em redes e movimentos indígenas, como a Rede Juruena Vivo, a Marcha das Mulheres Indígenas e o Acampamento Terra Livre, fortalecendo a organização social e política das mulheres Haliti-Paresi.


























