Objetivos e público alvo
O projeto “Conexões Ancestrais” visa identificar e fortalecer redes de apoio para mulheres negras, pessoas negras LGBTQIA+ e pessoas com deficiência em Abaetetuba e Igarapé-Miri. A iniciativa promove o mapeamento participativo, capacitação de lideranças e a criação de agendas coletivas para enfrentar violações de direitos de forma interseccional. O público prioritário são ativistas e grupos locais que atuam na defesa dessas populações, historicamente marginalizadas por múltiplas opressões. O objetivo central é consolidar uma rede rizomática que potencialize a autonomia, a visibilidade e o protagonismo desses sujeitos nos territórios.
Contexto
Os municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri, no Pará, são marcados por desigualdades históricas, racismo estrutural e exclusão sistemática de grupos vulnerabilizados. Mulheres negras, a comunidade LGBTQIA+ e pessoas com deficiência enfrentam barreiras severas de acessibilidade, invisibilidade social e falta de redes de apoio articuladas. Esse cenário de violações é agravado pela marginalização nos processos decisórios e pela carência de políticas públicas que considerem a complexidade dessas vivências. O projeto surge como um catalisador para romper o isolamento dessas iniciativas, conectando saberes e estratégias de resistência no Baixo Tocantins.
Sobre a Organização
Fundado entre 2016 e 2017, o Coletivo de Mulheres Negras Sankofa atua em Abaetetuba como força fundamental no enfrentamento das desigualdades de raça, classe e gênero. A organização promove o empoderamento através da valorização da cultura e estética afro-brasileira, desconstruindo estereótipos e combatendo o racismo institucional. Composta por mulheres negras cis e LGBTQIA+, a liderança reflete a interseccionalidade das pautas que defende, utilizando a educação e a arte como ferramentas de transformação social.


























