Objetivos e público alvo
O projeto visa consolidar o Centro de Referência e Cuidado “A Laje”, um espaço estratégico de acolhimento, formação e articulação política para mulheres negras e indígenas da periferia de Manaus. A iniciativa promove ciclos de formação em direitos humanos e segurança institucional, além de oferecer suporte psicossocial e espaços de lazer educativo para os filhos das participantes. O público prioritário são mulheres negras, indígenas e dissidentes de gênero do bairro Cafundó e adjacências, que enfrentam múltiplas vulnerabilidades. O objetivo central é fortalecer a autonomia dessas mulheres, transformando a vivência territorial em tecnologia social de resistência e incidência política.
Contexto
Nas periferias de Manaus, mulheres negras e indígenas sofrem com a invisibilidade de suas pautas e com a ausência de políticas públicas que considerem as especificidades da vida na Amazônia urbana. O racismo estrutural e o machismo limitam o acesso dessas lideranças a recursos e espaços de decisão, enquanto a sobrecarga do trabalho de cuidado impede sua plena participação política. O cenário é de urgência por locais seguros onde o autocuidado e a defesa de direitos caminhem juntos, combatendo o isolamento imposto pela precarização da vida. O projeto atua justamente nessa brecha, ocupando “a laje” como símbolo de sociabilidade e trincheira de luta contra a exclusão sistêmica.
Sobre a Organização
Fundado em 2021, o Coletivo Jikitaia é um “formigueiro” de produção independente que atua nas periferias do Amazonas, unindo pessoas negras, indígenas e dissidentes em rede. A organização utiliza a escuta qualificada e o artivismo para furar camadas de silêncio e incomodar estruturas de poder que naturalizam a marginalização. Com uma equipe composta majoritariamente por mulheres e povos tradicionais, o coletivo desenvolve metodologias próprias de organização popular baseadas na afetividade e na autonomia territorial.


























