Objetivos e público alvo
O projeto busca fortalecer a atuação das equipes junto às comunidades impactadas por grandes projetos de exploração de petróleo e gás, pesca predatória, desmatamento e grilagem de terras. Por meio de ações estratégicas em rede, visa capacitar coletivamente as comunidades para resistirem a essas ameaças, preservarem seus modos de vida e garantirem segurança alimentar, permanência nos territórios e adaptação às mudanças climáticas.
Contexto
No Amazonas, quase 40% da população vive ao longo dos rios, em modos de vida sustentáveis e em harmonia com a natureza. A expansão do agronegócio, da mineração e de grandes empreendimentos de infraestrutura ameaça esses territórios, provocando danos socioambientais e colocando em risco a permanência dessas populações. Além disso, o avanço do garimpo clandestino explora a mão de obra local e contamina os rios, afetando a saúde das comunidades. Diante desse cenário, a Comissão Pastoral da Terra busca garantir a dignidade e os direitos dessas populações, prevenindo sua vulnerabilização e exposição a formas de exploração do trabalho.
Sobre a Organização
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), fundada em 1975, atua na defesa das comunidades tradicionais e camponesas ameaçadas, especialmente na Amazônia. Com uma abordagem solidária e educativa, acompanha os povos da terra, das águas e das florestas na luta por direitos, resistência territorial e produção sustentável. Ao longo de quase 50 anos, a CPT tem sido referência na denúncia do trabalho escravo contemporâneo, promovendo campanhas e ações que já resultaram no resgate de mais de 61 mil pessoas dessa condição.


























