Projetos

Escola de Jornalismo da Énois

Como morrem os jovens em SP?

São Paulo

Objetivos e público alvo

Uma reportagem imersiva feita por jovens moradores das periferias de São Paulo, alunos da Escola de Jornalismo da Énois, e — eles mesmos alvos da violência que investigam — serão a âncora de uma rede de coletivos e influenciadores em torno do genocídio de jovens negros.

Atividades principais

  • Compreender a fundo, de forma sensível e humana, as mortes de jovens em São Paulo, por meio da história da violência nas periferias, pelo olhar e pela vivência dos próprios jovens.
  • Montar um mapeamento extensivo e entrecruzado dos dados das mortes dos jovens, geolocalizando as mortes em detalhe.
  • Entender as circunstâncias e os locais onde esses jovens morrem na Grande São Paulo e como é o enfrentamento diário da violência nas periferias.
  • Investigar os hotspots e sua história, como é o cotidiano na periferia hoje em função da violência e como ela é vivenciada através das gerações.
  • Dar ao leitor uma visão mais humana e complexa do problema da violência urbana.
  • Fazer apuração em rede com coletivos ligados ao tema, olhando para as políticas (ou falta de) que permitem que negros periféricos do estado (os policiais) e civis sejam os que mais morrem.

Contexto

Negros, jovens e periféricos fazem parte do grupo que mais tem chance de morrer de forma violenta no Brasil: a cada 100 assassinados no país, 71 são negros. E a chance de alguém ser morto atinge um pico aos 21 anos. Todos os dias 160 pessoas são assassinadas no Brasil, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Essa tragédia diária já foi banalizada por parte da população e pela mídia e é sempre tratada do ponto de vista estatístico. Pouco se fala do contexto dessas mortes, do território e da vida da vítima – quem são esses jovens? Que futuro poderiam ter?

Sobre a organização

A Escola de Jornalismo da Énois surgiu a partir de um voluntariado, em 2009, em comunicação para jovens do Capão Redondo, uma das comunidades mais violentas de São Paulo. A iniciativa se transformou em uma ONG que forma jovens em jornalismo e um laboratório de inovação na área voltado à diversidade. Desde lá, cerca de 400 jovens nas periferias foram capacitados presencialmente e 4 mil virtualmente.

Parcerias

The Intercept Brasil, Instituto Alana, Agência Mutato, Mesa&Cadeira, W+K, Volt Data, Agência Pública, Profissão Repórter, Consumoteca, QuesttoNo Design, Escolas Transformadoras, KondZilla, Santa Casa de São Paulo, A Ponte Jornalismo, Academia Brasileira de Filmes, Mães de Maio, Instituto Pro Comum, Casa do Povo, Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo, Instituto Sou da Paz e Associação de Moradores do Campo Limpo.

Resultados

A reportagem “A PM matou João na Chacina do Rosana. Essa é a história da sua família.” foi publicada no The Intercept Brasil. A Escola de Jornalismo 2018 da Énois teve seis meses de formação, nos últimos três meses de 2018, os dez jovens selecionados para o processo formativo da escola mergulharam no tema do genocídio da juventude negra na cidade de São Paulo. Na formatura foi apresentada a reportagem para familiares e amigos dos jovens, na Casa do Povo.

Linha de Apoio

Jornalismo Investigativo e Direitos Humanos

Ano

2017

Valor doado

R$ 39.619,00

Duração

18 meses

Temática principal

Enfrentamento ao racismo

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