Objetivos e público alvo
O projeto visa institucionalizar a segurança integral do Instituto Caminho para proteger ativistas negros contra a violência de Estado no RS. A iniciativa promove consultoria técnica especializada, instalação de monitoramento físico na Casa Caminho e proteção de dados sensíveis. O público prioritário são jovens negros periféricos, mulheres presas e egressos do sistema prisional.
Contexto
A organização enfrenta riscos iminentes devido à sua atuação direta contra o racismo institucional e a letalidade policial em Porto Alegre. O cenário é de alta periculosidade, marcado pela assistência à acusação no caso Jane Beatriz, que envolve oito policiais militares como réus. Desafios como a vigilância policial ostensiva na sede e ataques digitais ameaçam a sustentabilidade da luta por justiça racial. A ausência de um mecanismo estadual de combate à tortura sobrecarrega o coletivo na formalização de violações de direitos.
Sobre a Organização
Formalizado em 2023, o Instituto Caminho é uma organização 100% negra dedicada à justiça racial e ao desencarceramento no Sul. Com sede no bairro Partenon, a entidade atua na representação legal de vítimas de violência institucional e na reintegração social de egressos. A liderança é composta por jovens ativistas e advogados negros oriundos de movimentos quilombolas e assessorias jurídicas populares. Sua missão ancora-se na ancestralidade e no bem-viver, incidindo politicamente para humanizar corpos negros no sistema de justiça.


























