Objetivos e público alvo
O projeto “Preto Vivo” visa ampliar o acesso à orientação jurídica gratuita e fortalecer a organização política de comunidades negras por meio de formações e produção comunicacional. A iniciativa busca combater o racismo estrutural e a letalidade policial em Santa Catarina, oferecendo suporte direto a vítimas de violência institucional. O público prioritário é a juventude negra periférica, pessoas em situação de cárcere, egressos do sistema prisional e seus familiares. O objetivo central é construir alternativas de emancipação e garantir que a população negra tenha ferramentas para enfrentar a seletividade penal e o genocídio em curso no Sul do país.
Contexto
Em Santa Catarina, estado marcado por forte conservadorismo, a população negra enfrenta um racismo intenso e estruturado, manifestado na alta letalidade policial e no encarceramento em massa. As organizações negras locais são escassas e carecem de recursos, enquanto órgãos como a Defensoria Pública encontram-se sobrecarregados e despreparados para lidar com especificidades raciais. Esse cenário de invisibilidade e abandono institucional agrava a vulnerabilidade de jovens periféricos e criminaliza expressões culturais como o Hip-Hop. O projeto atua para romper esse silêncio, denunciando violências estatais e fortalecendo redes de resistência em Joinville e Florianópolis.
Sobre a Organização
Fundado em 2023, o Instituto Terra Preta é formado por ativistas, juristas negros e egressos do sistema prisional unidos na luta antirracista e na defesa dos direitos humanos. A organização atua na intersecção entre cultura afro-brasileira, assistência social e direito, oferecendo acolhimento jurídico e social em territórios marginalizados. Sua estrutura de liderança é majoritariamente negra, garantindo o protagonismo das pessoas diretamente afetadas pelas políticas de encarceramento.


























