Objetivos e público alvo
O projeto visa reestruturar a governança e a comunicação da Kilombo, além de capacitar tecnicamente outras 10 organizações negras e quilombolas do estado em gestão e captação de recursos. A iniciativa oferece mentorias para a formalização jurídica de coletivos de base e promove a qualificação em língua estrangeira para ampliar a incidência política internacional da organização. O público prioritário são mulheres negras (cis e trans), quilombolas e jovens periféricos que lideram frentes de resistência no Rio Grande do Norte. O objetivo central é consolidar uma rede de proteção e autonomia que enfrente as barreiras administrativas impostas pelo racismo estrutural.
Contexto
As organizações negras e quilombolas do Rio Grande do Norte enfrentam sérios obstáculos de sustentabilidade, invisibilidade institucional e dificuldades de acesso a editais devido à falta de apoio técnico. O racismo estrutural manifesta-se na precariedade da gestão e na sobrecarga das lideranças, que muitas vezes operam sem infraestrutura básica para participar de espaços de decisão. Esse cenário limita a autonomia política e a capacidade de mobilização das comunidades tradicionais e periféricas frente às violações de direitos. O projeto atua para romper esse ciclo de silenciamento, transformando a experiência de base em competência técnica para a captação de recursos e incidência em políticas públicas.
Sobre a Organização
Fundada em 09 de setembro de 1999, a Kilombo – Organização Negra do Rio Grande do Norte atua há mais de duas décadas no combate às várias expressões do racismo e na promoção da cidadania plena. Coordenada majoritariamente por mulheres negras, a entidade é referência na assessoria a comunidades quilombolas e na articulação de frentes nacionais como a Marcha das Mulheres Negras. A organização integra conselhos estaduais estratégicos de direitos das mulheres, igualdade racial e segurança alimentar, fortalecendo o controle social.


























