Objetivos e público alvo
O projeto visa fortalecer institucionalmente a Associação Pilão de Ouro para atuar na defesa de direitos humanos na região da Tabajara através de planejamento estratégico e estruturação de sua sede física. A iniciativa promove formações em gestão e segurança institucional, além de uma campanha comunitária contra o racismo ambiental e religioso que afeta o território. O público prioritário é a população negra, periférica e os povos de terreiro (matriz africana e Jurema Sagrada) que vivem em área de litígio entre Olinda e Paulista. O objetivo central é consolidar a organização como agente de transformação capaz de reivindicar dignidade, justiça social e o reconhecimento de suas tradições ancestrais.
Contexto
A comunidade da Tabajara vive em um vácuo institucional devido ao litígio territorial, resultando em racismo institucional e ambiental pela ausência de serviços públicos básicos como saneamento e saúde. Esse cenário de negligência histórica é agravado pela invisibilidade das populações negras e pela falta de políticas voltadas à proteção dos inúmeros terreiros da região. Tais espaços, que atuam como polos de cuidado e mobilização social, enfrentam ataques simbólicos e a negação de seus direitos territoriais e culturais. O projeto surge para romper o isolamento desse território esquecido, canalizando a força da resistência comunitária para enfrentar o abandono estatal e a intolerância religiosa.
Sobre a Organização
Fundada em 2024, após mais de uma década de atuação orgânica vinculada ao Terreiro Pilão de Ouro, a associação nasceu para resistir coletivamente ao abandono institucional e ao racismo estrutural em Pernambuco. O coletivo é composto por lideranças negras, babalorixás, educadoras populares e ativistas LGBTQIAPN+ comprometidos com a salvaguarda das tradições afro-indígenas. A organização atua na articulação de redes de terreiros e na mobilização comunitária para garantir que o território seja reconhecido como espaço de vida, memória e direitos.


























