Objetivos e público alvo
O projeto visa o fortalecimento institucional do Ponto de Cultura através da estruturação física de sua sede e da capacitação técnica de suas lideranças em gestão e elaboração de projetos. A iniciativa promove oficinas de letramento jurídico e rodas de diálogo para enfrentar o racismo religioso e ambiental na região amazônica. O público prioritário é a comunidade negra periférica de Belém, com foco em jovens LGBTQIA+, mulheres e praticantes de religiões de matriz africana. O objetivo central é consolidar o terreiro como um polo de resistência cultural e política, garantindo a autonomia da organização na defesa de seus direitos e na preservação de seus saberes ancestrais.
Contexto
Localizado na periferia de Belém, o Ponto de Cultura enfrenta a sobreposição de violações marcadas pelo racismo religioso e pelo racismo ambiental, que ameaçam os modos de vida tradicionais. A comunidade sofre com a falta de acesso a recursos públicos e com o avanço de discursos de ódio que criminalizam as práticas de umbanda e matriz africana. Além disso, a ausência de infraestrutura básica e de fomento regular limita a capacidade de acolhimento e mobilização social da organização. O projeto atua nesse cenário para romper a invisibilidade das populações negras amazônidas, transformando o terreiro em um território seguro de proteção, identidade e combate às desigualdades estruturais.
Sobre a Organização
Fundado em 18 de maio de 2018, o Ponto de Cultura Terreiro de Umbanda Maria Quitéria e Zé Pelintra é uma organização de base comunitária dedicada à valorização da cultura afro-brasileira e ao enfrentamento ao racismo. A instituição atua como um espaço de acolhimento psicossocial e espiritual, sendo referência para a juventude negra e LGBTQIA+ da periferia paraense. Sua atuação integra a defesa da liberdade religiosa à luta por justiça ambiental, articulando redes locais para o fortalecimento da ancestralidade.


























