Objetivos e público alvo
O projeto visa preservar o patrimônio histórico e imaterial da Casa de Mitaladê por meio da catalogação de acervos e reformas estruturais urgentes no imóvel. A iniciativa também promove ações socioeducativas sobre tradições de matriz africana e combate à intolerância religiosa em equipamentos culturais da região. O público prioritário é formado pela comunidade negra do Capão Redondo, filhos de santo e lideranças religiosas de terreiros parceiros da Grande São Paulo. O foco central é garantir a segurança física do território e a salvaguarda de tecnologias ancestrais para as futuras gerações.
Contexto
Localizada no Capão Redondo, a Casa de Mitaladê atua como um quilombo urbano que resiste há décadas à marginalização e ao racismo religioso. O imóvel enfrenta riscos estruturais graves, evidenciados por recentes incidentes elétricos que ameaçam tanto os frequentadores quanto um acervo documental único de origem Nagô-Egbá. A falta de recursos para manutenção básica e a necessidade de reconhecimento oficial como patrimônio histórico impõem barreiras à continuidade das práticas de acolhimento social. O projeto responde à urgência de proteger esse solo sagrado, reafirmando sua função como polo de saúde mental e identidade cultural.
Sobre a Organização
Fundada em 1970 por Mãe Zefinha de Oxum, a Casa de Mitaladê é uma das mais tradicionais casas de Candomblé Nagô-Egbá de São Paulo, com raízes no Sítio de Pai Adão (PE). A organização funciona como um centro de acolhimento social e preservação cultural, mantendo vivas as tecnologias ancestrais de culto e a memória do povo preto. Liderada por Pai Pingo de Yemonja, a casa é referência para pesquisadores acadêmicos e abriga um vasto patrimônio iconográfico e documental do candomblé paulista.


























