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Como estamos combatendo a desigualdade salarial?

Em 2021, a diferença salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma função aumentou de 20,7% para 22%. [1]

 

Os relatórios de instituições brasileiras e internacionais deixam o problema bem evidente: mulheres recebem menos que homens para exercer a mesma função. E isso não está certo!
Quando o assunto é desigualdade salarial, o Brasil se encontra em uma posição pouco confortável. Estamos entre as últimas posições do ranking internacional de igualdade salarial, segundo o relatório Global Gender Gap Report de 2020. [2]

No entanto, essa diferença salarial foi  diminuindo ao longo dos anos. Por exemplo, em 2009, as mulheres ganhavam 25% a menos que os homens. Oito anos depois, em 2017, essa diferença caiu para 20,7%. [3] A gente estava no caminho certo, mas a situação voltou a piorar ano passado, quando a diferença salarial entre homens e mulheres aumentou para 22%. [1]desigualdade_salarial

O sexismo custa caro

A desigualdade salarial pode ser considerada uma das principais barreiras que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho, ao lado da baixa representatividade das mulheres em cargos de liderança.

De acordo com uma pesquisa*, a revista britânica The Economist afirmou que “a igualdade de gênero faz bem ao crescimento econômico!”. Se as empresas tivessem mais mulheres como funcionárias, o PIB per capita da América Latina seria 16% maior. [4]
Se a inclusão de mulheres no mercado de trabalho permite uma diversidade de ideias, pontos de vista diferentes e crescimento econômico, por que as empresas ainda apresentam resistência?

Podemos melhorar

Atualmente, o Projeto de Lei que pretende combater a diferença salarial entre mulheres e homens no Brasil, PLC 130/2011, estabelece multa para as empresas que praticarem essa grave violação dos direitos. [5]
Como membros da sociedade, podemos combater a desigualdade salarial reivindicando políticas públicas e apoiando movimentos e projetos sociais que se dedicam à causa. Dessa forma, o Brasil estará avançando na garantia total dos direitos das mulheres.
Para continuar evoluindo nas reivindicações de igualdade de gênero, todo ano o Fundo Brasil apoia diversos projetos de organizações sociais que defendem os Direitos das Mulheres em todas as regiões do país. 


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Referências

[1] IBGE. Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira. 2021.
[2] World Economic Forum. Global Gender Gap – Report. 2020.
[3] IBGE. Cadastro Nacional de Empresas. 2017
[4] The Economist. Girl power. 2015.
[5] Senado Federal. Projeto de Lei da Câmara n° 130, de 2011. 2011.
*David Cuberes e Marc Teignier. Aggregate Effects of Gender Gaps in the Labor Market: A Quantitative Estimate. Journal of Human Capital. 2016.

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