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Não existe desenvolvimento sustentável sem igualdade de gênero

Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o tema do Dia Internacional das Mulheres de 2022, celebrado no dia 08 de março. 

Você pode estar se perguntando: qual é a relação entre igualdade de gênero e sustentabilidade? De fato, esses dois temas podem parecer bem distantes à primeira vista, porém apresentam alguns pontos em comum. 

A escolha da temática “Igualdade de gênero hoje para um amanhã sustentável”, para comemorar o Dia das Mulheres, busca destacar e empoderar mulheres ativistas nas causas de mudanças climáticas e sustentabilidade, uma vez que estão na linha de frente no ativismo ambiental e na busca por soluções sustentáveis em diferentes países. 

O mote do Dia das Mulheres não poderia ser mais apropriado, já que intensos debates sobre sustentabilidade e mudanças climáticas aconteceram ao longo de 2021. A discussão ganhou ainda mais destaque durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP), que reúne governantes, ativistas e pesquisadores para debater a justiça climática mundial.

Durante a  26ª edição da COP, os impactos das mudanças climáticas na vida das mulheres e meninas tomou conta dos palcos da conferência. As ativistas mulheres, como a ativista indígena Txai Suruí, da etnia suruí, a embaixadora da juventude da ONU, Mahryan Sampaio, e a líder indígena brasileira Sônia Guajajara foram alguns destaques da COP 26. Elas tiveram atuações memoráveis na conferência do clima.

Igualdade de gênero hoje para um amanhã sustentável

Foto: OPAS


O Dia Internacional das Mulheres deste ano também está alinhado com a Agenda 2030 – assinada em 2015 por mais de 190 países – que traz 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas envolvendo dimensões sociais, econômicas e ambientais para o desenvolvimento da sociedade. Não por acaso, dois dos 17 ODS estão relacionados com
ações para promover a igualdade de gênero e combater as mudanças climáticas e seus impactos.

Apesar da mudança climática ser um problema de todos, são as mulheres que mais sofrem os seus impactos, como insegurança alimentar, perda de trabalho, violências e diversos impactos na saúde. Por exemplo, cerca de 43% das mulheres em países em desenvolvimento trabalham na agricultura [1], setor que corre o risco de ser devastado por eventos climáticos extremos [2]. E assim, mais uma vez, garantir a igualdade de gênero hoje para um amanhã sustentável é necessário.

Em muitos países – incluindo o Brasil – o progresso desses Objetivos de Desenvolvimento Sustentável continuam lentos e podem não ter suas metas atingidas até 2030. Para transformar promessas em ações, nós precisamos fortalecer organizações e movimentos sociais que lutam pelos direitos das mulheres; precisamos de ações públicas para enfrentar a desigualdade de gênero; precisamos criar políticas e investir em programas que estimulem a participação de mulheres na luta pelo desenvolvimento sustentável.

O Fundo Brasil apoia diversos projetos de organizações sociais que defendem os direitos das mulheres em todas as regiões do país. 

Grupos, como o Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste, realizam atividades para fortalecer a agricultura familiar, garantindo a renda, a segurança alimentar e o direito aos modos de vida tradicionais de várias comunidades rurais.

Conheça outros projetos apoiados pelo Fundo Brasil que defendem os direitos das mulheres.

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Referências

[1] Food and Agriculture Organization of the United Nations. Women in Agriculture Closing the gender gap for development. 2011.
[2] Food and Agriculture Organization of the United Nations. The impact of disasters and crises on agriculture and food security. 2017.

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