
PARA TODOS VEREM: sobre um fundo claro, em tons pastel de laranja e verde, estão em destaque imagens de quatro pessoas. À esquerda, uma mulher negra e um homem negro, ele com um capacete de segurança. À direita, uma mulher com vestes de empregada doméstica e um homem indígena com a indumentária de seu povo. Ainda compõem a arte, em menor escala, árvores, um pássaro, casas, um homem pedalando e sementes. Ao centro está escrito “Edital Soluções Climáticas A partir da Base”, abaixo estão as logos do Labora e do Raízes. No canto direito superior está a logo do Fundo Brasil.
PERÍODO DE SUBMISSÃO
O período de submissão de propostas vai de 16 de março de 2026 a 08 de maio de 2026, até às 18h (horário de Brasília).
APRESENTAÇÃO
A intensificação das emergências climáticas tem se consolidado como uma das maiores ameaças globais da atualidade, evidenciando desigualdades históricas e aprofundando violações de direitos nos territórios. Seus efeitos recaem de forma direta sobre a vida e o trabalho de povos indígenas, comunidades tradicionais e trabalhadores(as) que estão na linha de frente na mitigação dos impactos das mudanças do clima. Ao mesmo tempo, esses sujeitos coletivos são protagonistas na construção de respostas e soluções a partir de seus conhecimentos, trabalho coletivo, práticas produtivas e modos de vida integrados à proteção da natureza, à sustentabilidade e à defesa dos territórios.
Diante desse cenário, o Fundo Brasil de Direitos Humanos tem direcionado esforços à agenda climática, com especial atenção para a necessidade de respostas imediatas aos impactos das emergências e o fortalecimento das vozes de trabalhadores(as) e comunidades tradicionais em sua diversidade na construção de uma transição justa, rumo à justiça climática.
Este é o segundo edital conjunto entre as duas iniciativas especiais do Fundo Brasil, o Raízes — Justiça Climática para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais e o Labora — Fundo de Apoio ao Trabalho Digno – que se unem mais uma vez para alavancar os esforços de povos indígenas, comunidades tradicionais e trabalhadores(as) de todo Brasil na busca por justiça climática e uma transição justa que inclua de forma significativa suas vozes e soluções rumo ao bem viver e por uma economia de baixo carbono justa e inclusiva.
Serão apoiadas pelo menos 40 organizações, 20 pelo Raízes e 20 pelo Labora, com valores entre R$50.000,00 e R$100.000,00, totalizando o montante de R$2.250.000,00 (2 milhões e 250 mil reais).
ATENÇÃO: sugerimos ler atentamente o edital completo e a seção de dúvidas frequentes ao final desse texto. Caso persista alguma dúvida, escreva para [email protected]
CONTEXTO
As mudanças climáticas já são uma realidade no Brasil. O aumento das temperaturas, os períodos prolongados de seca e a intensificação das chuvas provocam impactos profundos, que passaram a integrar o cotidiano de milhares de pessoas em todo o país. Esses efeitos, no entanto, não se distribuem de forma igual: são sentidos de maneira mais direta e intensa por povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e por trabalhadores(as) das cidades, dos campos, das águas e das florestas, especialmente por aqueles que dependem diretamente da integridade dos territórios e dos biomas para a reprodução de seus modos de vida
Nas roças, a incerteza recai sobre o plantio e a colheita. Nos rios e mares, cresce a insegurança quanto à oferta de alimento e à qualidade das águas. Nos centros urbanos, o medo acompanha o trajeto diário: o risco constante de enchentes, o calor sufocante no transporte público e a precarização das condições de trabalho. Esse conjunto de fatores não apenas evidencia a gravidade da crise climática, mas também projeta um futuro que, para muitos, se anuncia cada vez mais instável e incerto.
Apesar do desafio, soluções coletivas vêm sendo construídas e implementadas por aqueles e aquelas que enfrentam, no corpo, na vida e no trabalho, os impactos da crise. Em diferentes regiões do país, povos indígenas, comunidades tradicionais e trabalhadores(as) dos campos, das águas, das florestas e das cidades desenvolvem respostas que articulam práticas comunitárias, tecnologias ancestrais e inovações sociais.
A agroecologia, a agrofloresta, os bancos de sementes, as cozinhas comunitárias, os pontos populares de trabalho, as iniciativas autônomas de energia renovável e outras experiências de organização territorial, entre outras ações, demonstram que o enfrentamento à crise climática passa pela democratização do acesso à terra, à água, à energia e ao trabalho digno. Ampliar e fortalecer essas soluções coletivas, construídas a partir dos territórios e do protagonismo popular, é fundamental para pavimentar caminhos de justiça climática e para a construção de uma transição justa.
Para que isso se concretize, é preciso que haja participação social qualificada nos processos de tomada de decisão, orientando a construção de uma agenda climática que incorpore, de maneira estruturante, as dimensões de gênero, raça, classe e território. Da mesma forma, é imprescindível que os investimentos alcancem diretamente as bases e os territórios, fortalecendo e ampliando as ações já em desenvolvimento.
A mobilização nas ruas de Belém, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), evidenciou a potência de articulação da sociedade civil brasileira. Comunidades, aldeias, quilombos, sindicatos, coletivos, associações, movimentos sociais e ativistas uniram-se em torno de uma agenda comum, reforçando a importância de dar continuidade às articulações impulsionadas nesse contexto, fortalecendo a organização popular e a participação direta desses grupos na formulação de respostas à crise em diferentes escalas.
O apoio conjunto realizado pelo Raízes e pelo Labora busca articular agendas e promover convergência entre as demandas de grupos que se interseccionam, fortalecendo uma rede diversa de atores e de soluções que conectam justiça climática, proteção dos territórios e trabalho digno. A iniciativa também reforça a atuação dessas coletividades tanto nas bases e nos territórios quanto em escala regional e nacional.
Essa parceria também reforça a importância da filantropia de justiça social como ferramenta para a defesa da democracia, reconhecendo que a construção de um futuro sustentável depende do protagonismo dos grupos e comunidades que, historicamente, preservam os biomas brasileiros e enfrentam os desafios da crise climática a partir de suas próprias realidades e vidas.
ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA ORGANIZAÇÕES QUE ATUAM NA AGENDA DE JUSTIÇA CLIMÁTICA COMPOSTA POR COMUNIDADES TRADICIONAIS, QUILOMBOLAS E POVOS INDÍGENAS – Apoios feitos via Raízes
No âmbito deste edital, o Raízes apoiará pelo menos 20 organizações quilombolas, indígenas ou de outras comunidades tradicionais, com até R$50.000,00 por iniciativa selecionada, para execução de atividades ao longo de 12 meses.
Serão priorizadas propostas lideradas por quilombolas, povos indígenas e comunidades tradicionais, valorizando seus saberes ancestrais, práticas e formas próprias de gestão territorial. O foco recai sobre a resiliência climática, a proteção dos biomas e o enfrentamento da emergência climática, por meio de iniciativas que fortaleçam territórios, modos de vida e alternativas sustentáveis.
As estratégias priorizadas pelo Raízes incluem:
- Apoio à defesa do direito à terra e território, com ações voltadas à proteção dos territórios, com fortalecimento da governança territorial e desenvolvimento de instrumentos de gestão, como Planos de Manejo, Protocolos de Consulta e/ou Segurança, Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) e iniciativas de monitoramento territorial, assegurando o respeito aos direitos das comunidades tradicionais e ao consentimento livre, prévio e informado (CLPI);
- Apoio à construção e fortalecimento de protocolos e salvaguardas socioambientais, com processos de escuta, consulta e participação social diante dos impactos de grandes empreendimentos (ex. hidrelétricas, parque eólico, linha de transmissão, rodovias, hidrovia, mineração, ferrovia, agronegócio e etc.) e ampliação de capacidades dos territórios para ter voz em diálogos equitativos, com vistas ao fortalecimento da autonomia comunitária e garantia do respeito aos direitos constitucionais e internacionais dessas populações, contribuindo para uma transição energética verdadeiramente justa.
- Apoio ao fortalecimento de arranjos produtivos comunitários baseados na sociobioeconomia e nos modos de vida tradicionais, por meio da organização coletiva da produção, beneficiamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade. As iniciativas podem incluir o fortalecimento de cooperativas e associações comunitárias, bancos de sementes tradicionais voltados à soberania alimentar, iniciativas de estruturação de cadeias produtivas sustentáveis e implementação de sistemas agroflorestais, contribuindo para a autonomia territorial, a ampliação da bioeconomia regional e a manutenção da floresta em pé e dos biomas;
- Apoio a ações de resiliência climática comunitária, fortalecendo iniciativas locais voltadas à adaptação às mudanças climáticas, à proteção dos meios de vida e ecossistemas, e à promoção da justiça sanitária, garantindo condições de saúde e bem-estar para as comunidades. As ações também buscam fortalecer a organização comunitária, articulando conhecimentos tradicionais, tecnologias sociais e soluções territoriais desenvolvidas pelas próprias comunidades. Entre iniciativas possíveis estão a recuperação de áreas degradadas, ações voltadas à segurança alimentar e a construção de infraestrutura comunitária sustentável que contribua para a proteção da vida e dos biomas;
- Apoio ao monitoramento comunitário do impacto das mudanças climáticas, incluindo a produção de dados, evidências e registros territoriais que contribuam para compreender as transformações climáticas nos territórios, subsidiar estratégias de adaptação e fortalecer ações de incidência, formulação de políticas públicas e defesa de direitos socioambientais;
- Apoio à formação de lideranças e ao desenvolvimento de estratégias de incidência na agenda climática e de direitos socioambientais, com atuação nos níveis local, regional e nacional, fortalecendo a participação ativa nos espaços de tomada de decisão e nos processos de formulação de políticas públicas;
- Apoio à ação climática comunitária nos territórios, por meio de práticas e soluções locais desenvolvidas por povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, baseadas em seus conhecimentos, modos de vida e estratégias próprias de cuidado com a natureza e com os territórios, como iniciativas de manejo sustentável, restauração ecológica, agroecologia e outras práticas territoriais;
- Apoio a análises e discussões sobre os impactos da transição energética e de megaprojetos de infraestrutura, energia e mineração nos territórios de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, incluindo a defesa de direitos diante dos impactos associados à exploração de minerais críticos e o fortalecimento de iniciativas comunitárias de energias renováveis, articulando conhecimentos tradicionais e práticas inovadoras para a construção de economias sustentáveis e resilientes.
ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA ORGANIZAÇÕES QUE ATUAM NA AGENDA DO TRABALHO DIGNO E POR TRANSIÇÃO JUSTA – Apoios feitos via Labora
No âmbito deste edital, o Labora apoiará 20 projetos de organizações, grupos, coletivos, sindicatos e movimentos sociais de trabalhadores(as) rurais e urbanos cujos modos de vida e condições de trabalho têm sido desproporcionalmente afetados pela fragilização das garantias sociais e pelos efeitos das mudanças climáticas.
Serão selecionados 15 projetos com ações desenvolvidas na Amazônia Legal — composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins — e na Região Nordeste. Os outros 5 apoios poderão ser destinados a organizações que atuem em qualquer região ou bioma do Brasil.
As doações variam entre R$50.000,00 e R$100.000,00 mil reais para execução de projetos durante 12 meses. Serão selecionadas propostas destinadas a avançar a luta por trabalho digno, proteção social e transição ecológica, com justiça racial e de gênero.
As estratégias priorizadas pelo Labora incluem:
- Produção de evidências, diagnósticos e propostas para a construção de uma transição ecológica justa, inclusiva e sustentável, protagonizada por trabalhadores(as) e suas comunidades;
- Formação de lideranças e desenvolvimento de estratégias de participação social na agenda climática, com foco na luta por trabalho digno, ampliação da proteção social e justiça territorial, contemplando ações nos âmbitos local, regional, nacional e internacional;
- Ações de comunicação estratégica e campanhas que ampliem a visibilidade do papel desempenhado por trabalhadores(as) e suas comunidades na agenda climática, destacando as soluções e alternativas por eles desenvolvidas frente à emergência climática;
- Desenvolvimento de propostas para marcos regulatórios, ações de requalificação profissional e ampliação da proteção social, visando assegurar direitos e condições de adaptação dos(as) trabalhadores(as) diante dos impactos das mudanças climáticas e da transição para uma economia de baixo carbono.
- Ações que promovam ações de reconhecimento e fortalecimento de reservas extrativistas e assentamentos de reforma agrária, em benefício de coletivos de trabalhadores(as) e comunidades que vivem e produzem nesses territórios, assegurando direitos territoriais, valorizando seus modos de vida e contribuindo para a proteção dos biomas;
- Ações de promoção e desenvolvimento de propostas para políticas públicas de reforma agrária e de fomento à agroecologia, à agrofloresta, à agricultura familiar e a outros modos de produção coletivos e comunitários, garantindo trabalho digno, segurança alimentar e proteção dos biomas;
- Construção de protocolos e salvaguardas socioambientais que incluam a partilha de benefícios, condições dignas de trabalho e produção, e escuta com participação social para trabalhadores(as) e suas comunidades afetados por grandes empreendimentos, em especial nos casos de implantação de projetos relacionados à transição energética e extração de minerais críticos;
- Ações de fomento a alternativas de trabalho digno no contexto das mudanças climáticas, incluindo arranjos produtivos comunitários, iniciativas de economia solidária, cadeias de valor de base territorial, cooperativismo e outras soluções que promovam geração de renda, autonomia coletiva e proteção dos biomas.
QUANTIDADE E VALOR DOS APOIOS
RAÍZES
Os projetos apresentados deverão apenas se enquadrar nas áreas prioritárias descritas do Raízes. Nesta linha, serão apoiados ao menos 20 projetos no valor de até R$50.000,00 de atuação na agenda da justiça climática por povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais em sua diversidade.
LABORA
Os projetos apresentados deverão se enquadrar em apenas um dos dois eixos:
- Eixo 1 – Neste eixo, serão apoiados ao menos 15 projetos de base/territorial no valor de até R$50.000,00, de forma a capilarizar e democratizar o acesso a recursos que fortaleçam as organizações de base de trabalhadores(as) e suas comunidades na pauta climática;
- Eixo 2 – Neste eixo serão apoiados ao menos 05 projetos de incidência em escala regional ou nacional nas agendas acima mencionadas, com potencial multiplicador, no valor de até R$100.000,00.
QUEM PODE CONCORRER AO EDITAL
Este edital admite propostas de grupos, coletivos, sindicatos, movimentos sociais e organizações brasileiras, sem fins lucrativos, mesmo que não formalizadas e/ou que não tenham CNPJ. As organizações não formalizadas precisarão contar com uma parceira fiscal, com documentos válidos, para celebrar contrato e receber o apoio. As organizações selecionadas precisam indicar sua parceira fiscal e apresentar documentos apenas no momento da contratação.
Não há qualquer impedimento para submissão de propostas por organizações que tenham apoio do Fundo Brasil em andamento.
Não serão aceitas propostas:
— apresentadas por organizações que não atuem dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira;
— de organizações governamentais;
— de organizações internacionais e suas sedes locais;
— de partidos políticos ou grupos político-partidários;
— de empresas públicas ou privadas;
— apresentadas por indivíduos ou microempreendedores individuais.
Por comunidades tradicionais, entendemos projetos de comunidades e organizações representativas:
— andirobeiros, apanhadores de flores sempre-vivas, benzedeiros, catingueiros, caboclos, caiçaras, castanheiros, catadores de mangaba, cipozeiros, comunidades de fundos e fechos de pasto, extrativistas, extrativistas costeiros e marinhos, faxinalenses, geraizeiros, ilhéus, isqueiros, morroquianos, pantaneiros, pescadores artesanais, piaçaveiros, povos ciganos, povos e comunidades de terreiro/ povos e comunidades de matriz africana, povo pomerano, povos indígenas, quebradeiras de coco babaçu, quilombolas, raizeiros, ribeirinhos, retireiros do Araguaia, vazanteiros e veredeiros.
SOBRE OS PROJETOS – DIMENSÕES IMPORTANTES NA SELEÇÃO E APROVAÇÃO
- Adequação aos eixos prioritários apresentados pelo Raízes e/ou pelo Labora, e ao tema do edital;
- Centralidade da dimensão racial, étnica e de gênero, incluindo a dimensão do trabalho imigrante e das condições físicas e mentais dos e das trabalhadoras;
- Participação em apenas um dos eixos temáticos da chamada;
- Adoção de uma perspectiva de defesa de direitos. Não serão apoiadas iniciativas exclusivamente voltadas para, por exemplo, a geração de renda, capacitação profissional ou educacional, produção cultural, apoio assistencial, pesquisa acadêmica, entre outras que não apresentem um componente explícito de defesa de direitos (ex: formação, fomento da organização coletiva, participação social, mobilização coletiva por direitos, incidência e articulação com atores estratégicos, dentre outras expressões deste componente);
- Fomento ao trabalho em rede, com potencial multiplicador;
- Prioridade do apoio a organizações com pouco ou nenhum acesso a outras fontes de recursos;
- Para apoios do Fundo Labora, serão priorizados projetos liderados por trabalhadoras(es); já para apoios via Fundo Raízes, a prioridade são projetos liderados por povos indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais;
- Existência de vínculos evidentes entre a organização e os grupos ou comunidades afetados pelo problema que se pretende enfrentar;
- Consistência da proposta, bem como adequação do orçamento às atividades desejadas;
- Representatividade regional, nos termos apresentados neste edital
COMO ENVIAR SEU PROJETO?
O período de submissão de propostas vai de 16 de março a 08 de maio de 2026, às 18h (horário de Brasília).
O envio de projetos para concorrer aos editais do Fundo Brasil de Direitos Humanos é feito pelo Portal de Projetos. Siga as instruções abaixo, dependendo da situação do seu grupo/organização:
- Se você já enviou projetos antes, acesse o portal neste link, insira seu usuário e senha. Caso você não lembre, clique em “Esqueci a senha” e siga as instruções para criar uma nova senha. Acesse aqui o passo a passo.
- Se você está se inscrevendo pela primeira vez, acesse o portal neste link, clique em “Primeiro Acesso” e preencha os dados do seu grupo. Acesse aqui o passo a passo.
Antes de começar a preencher o formulário no Portal de Projetos, faça um rascunho utilizando o formulário de inscrição disponível. A inscrição do projeto em nosso portal deverá ser realizada de uma só vez, já que o portal não permite salvar parte do formulário preenchido para completá-lo depois. Isso permitirá que você conheça o conteúdo do formulário antes de iniciar o processo.
ATENÇÃO:
- Para inscrição do projeto serão necessários apenas dois documentos: formulário de inscrição preenchido (modelo abaixo) e a proposta de orçamento do projeto. No momento da doação, serão solicitados outros documentos.
- No caso de projetos cuja proponente seja uma organização que presta assessoria às comunidades e aos grupos público-alvo deste Edital, é obrigatória, no ato da inscrição, a apresentação da Declaração da Comunidade autorizando a execução do projeto em seu território.
- Por se tratar de um edital conjunto do Raízes e do Labora, no momento de inscrição é preciso atentar-se à seleção correta do público-alvo contemplado pelo projeto submetido: (i) trabalhadores(as) informais e/ou precarizados; ou (ii) povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Caso a proposta da sua organização tenha interseção com ambos os públicos, escolha um e submeta sua inscrição; a equipe responsável pelo Edital analisará o caso para encaminhamentos.
Arquivo Editável do Formulário de Inscrição
- Se o seu projeto é liderado por organizações, grupos ou coletivos de povos indígenas, quilombolas ou comunidades tradicionais, é possível acessar aqui uma versão editável do rascunho do formulário de inscrição. Assim, é possível conhecer seu conteúdo antes de iniciar efetivamente o processo de inscrição. Essa versão é apenas para conhecimento e não vale como inscrição.
- Se o seu projeto é liderado e/ou voltado para a agenda do trabalho digno e transição justa, é possível acessar aqui uma versão editável do rascunho do formulário de inscrição. Assim, é possível conhecer seu conteúdo antes de iniciar efetivamente o processo de inscrição. Essa versão é apenas para conhecimento e não vale como inscrição.
ATENÇÃO! A versão editável do formulário para povos indígenas e comunidades tradicionais e a versão para trabalhadores(as) possui questões diferentes. Atente-se no download do arquivo para rascunhar o desenho do seu projeto.
Planilha de Orçamento
Além disso, oferecemos aqui o modelo de orçamento da proposta para incluir em anexo no sistema.
ORIENTAÇÕES GERAIS
— Não deixe para a última hora: crie/atualize a sua senha ou cadastre sua organização, grupo ou coletivo agora e envie o quanto antes o seu projeto.
— A submissão de propostas será apenas via internet. Não recebemos projetos por e-mail, tampouco aceitamos projetos entregues diretamente na sede do Fundo Brasil.
— Não serão aceitas propostas submetidas fora do prazo, em nenhuma hipótese. Assim, sugerimos enfaticamente que não deixem a submissão das propostas para o último dia.
— O Fundo Brasil de Direitos Humanos não prorrogará o prazo deste edital.
O QUE ACONTECE COM O PROJETO DEPOIS QUE É ENCAMINHADO AO FUNDO BRASIL?
A equipe do Fundo Brasil realiza uma análise inicial do conjunto de projetos recebidos e, em seguida, encaminha-os a um Comitê de Seleção formado por especialistas independentes, sem qualquer vínculo com a Fundação. O Comitê se reunirá para indicar quais projetos serão apoiados e que serão aprovados pela Gestão do Fundo Brasil. No caso dos projetos de trabalhadores(as) em geral que se inscrevam na linha de apoio viabilizada pelo Labora, estes serão aprovados também em colaboração com o Comitê Gestor do Labora.
DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS
O resultado do processo de seleção será informado por meio do site do Fundo Brasil e redes sociais a partir de 21 de julho de 2026, bem como por e-mail.
Atenção: A formalização do apoio e a liberação dos recursos dependem do envio completo, correto e dentro do prazo dos documentos solicitados nesta etapa. A contratação será efetivada somente após a verificação da possibilidade de contratação e a aprovação da documentação da equipe responsável.
DATAS IMPORTANTES
- Lançamento do edital: 16 de março de 2026
- Envio de propostas: de 16 de março a 08 de maio de 2026
- Oficina Tira Dúvidas: 14 de abril de 2026
- Fim do prazo para envio de projetos: 08 de maio de 2026
- Divulgação dos selecionados: 21 de julho de 2026
- Formalização de parceria: a partir de julho de 2026
- Início da execução dos projetos: a partir de julho de 2026
LABORA – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno
O Labora é uma iniciativa do Fundo Brasil, em parceria com a Laudes Foundation, a Fundação Ford e a Open Society Foundations. O Labora fortalece organizações da sociedade civil, sindicatos, grupos e movimentos sociais que atuam pela proteção e pelo avanço dos direitos das e dos trabalhadores(as) no Brasil, sobretudo no campo do trabalho informal e precarizado, em uma perspectiva interseccional, compreendendo que marcadores étnico-raciais, de gênero, de sexualidade e de território condicionam estruturalmente a produção e a reprodução de desigualdades sociais no Brasil.
Para mais informações, visite a página do Labora.
RAÍZES – Justiça Climática para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais
O Raízes é uma iniciativa do Fundo Brasil de Direitos Humanos que fortalece coletivos, grupos, comunidades e organizações de base que atuam na defesa de direitos, na proteção dos recursos naturais e na luta por justiça climática e ambiental nos biomas brasileiros. Com uma abordagem interseccional, apoia iniciativas que reconhecem como as dimensões de gênero, raça e território estruturam desigualdades e impactam de forma desproporcional povos indígenas e comunidades tradicionais, garantindo recursos financeiros e apoio técnico para ações de formação, articulação, fortalecimento institucional e participação ativa nos espaços de decisão.
Para além do apoio estruturante, o Raízes dispõe de mecanismos de resposta rápida, por meio de recursos emergenciais destinados a enfrentar crises que afetam diretamente esses povos e seus territórios. Ao reconhecer e apoiar o papel dessas comunidades na proteção da biodiversidade e na construção de soluções territorializadas para a emergência climática, a iniciativa contribui para fortalecer processos de autodeterminação e de justiça socioambiental.
Para mais informações, visite a página do Raízes.
EM CASO DE DÚVIDAS:
As dúvidas sobre o Edital serão respondidas por e-mail, favor escrever para [email protected].
Dúvidas sobre os mecanismos de inscrição serão respondidas pelo e-mail [email protected]
ATENÇÃO: antes de mandar o e-mail, sugerimos que leia atentamente o edital completo com as orientações contidas e a seção “Dúvidas Frequentes”.























