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    Enfrentamento ao Racismo

    Abdias Nascimento foi primeiro político a propor ações afirmativas para população negra

    Ativista, político e dramaturgo, instituidor do Fundo Brasil desafiou o mito da democracia racial ao apontar racismo prevalente na sociedade brasileira. Ao completar 20 anos, fundação relembra legado e história de seus instituidores
    11/03/2026
    8 min
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    Abdias Nascimento e Nelson Mandela (Divulgação Ipeafro)

    Abdias Nascimento e Nelson Mandela (Divulgação Ipeafro)

    Intelectual, poeta, dramaturgo e artista visual. Abdias Nascimento, um dos instituidores do Fundo Brasil, acumula títulos e profissões que, apesar de diferentes em essência, perseguiam o mesmo objetivo: a emancipação da população negra. Ativista pan-africanista – teoria política que visa a união dos povos africanos e seus descendentes – e pelos direitos humanos, também foi o primeiro político brasileiro a propor uma lei de ações afirmativas para a população negra.

    Para Abdias, o fim do racismo no país passava pela mobilização da sociedade civil e também pela esfera política. Ele promoveu inúmeras ações nesta linha, e articulou a luta brasileira pela igualdade racial com movimentos de libertação na África e com movimentos pelos direitos civis e humanos nos Estados Unidos.

    Esse olhar internacionalista tinha origens domésticas: Abdias contava que sua trajetória de combate ao racismo começara ainda em casa. Certa vez, ainda menino, presenciou a mãe irritar-se ao ver uma mulher branca agredir um menino negro. A intervenção de Dona Josina na situação foi seu primeiro exemplo de solidariedade pan-africanista e “marcou o começo da minha consciência sobre a realidade da situação do negro no Brasil”, escreveu no livro Memórias do Exílio, publicado em 1976.

    “Eu não aprendi direitos humanos com os livros, nem foi no tempo em que estudei. Aprendi quando tinha sete, oito anos, com uma pessoa que não sabia ler e escrever, nunca foi à escola e fazia doces para sustentar os sete filhos. Essa pessoa foi a minha mãe. Ela me ensinou a luta pelos direitos humanos não falando, mas fazendo e me mostrando. Ela enfrentou a violência, a injustiça e os brancos que surravam os negros.” 

    Abdias também enfrentou o racismo no campo da cultura. Em 1944, o dramaturgo fundou o Teatro Experimental do Negro, a primeira companhia teatral brasileira dedicada ao protagonismo negro. 

    Ao reconhecer que racismo ainda estava presente nas relações sociais mesmo após o fim da escravidão, Abdias desafiou o senso comum da época em que viveu. A atualidade da sua extensa obra escrita, unida ao ativismo que marcou sua trajetória, faz dele um dos pensadores mais importantes do Brasil.

    Abdias faleceu em 2010, aos 97 anos. “Ele foi o líder maior das nossas lutas e, em honra à memória dele, continuaremos lutando”, afirmou a filósofa Sueli Carneiro, então diretora do Fundo Brasil de Direitos Humanos, na ocasião.

    Ao lado de Margarida Genevois, Rose Marie Muraro e D. Pedro Casaldáliga, Abdias é um dos instituidores do Fundo Brasil de Direitos Humanos. 

    A fundação completa 20 anos em 2026. Como parte das celebrações, revisita a história e o legado dessas figuras tão importantes para os direitos humanos no país. 

    O perfil que você lê abaixo foi originalmente publicado na revista que celebrou os 5 anos do Fundo Brasil, em 2011. 

     

    Direitos humanos: um eterno aprendizado 

    “Eu não aprendi direitos humanos com os livros, nem foi no tempo em que estudei. Aprendi quando tinha sete, oito anos, com uma pessoa que não sabia ler e escrever, nunca foi à escola e fazia doces para sustentar os sete filhos. Essa pessoa foi a minha mãe. Ela me ensinou a luta pelos direitos humanos não falando, mas fazendo e me mostrando. Ela enfrentou a violência, a injustiça e os brancos que surravam os negros.” 

    Abdias Nascimento foi contemporâneo de um período muito difícil para a população negra no país. Nascido em 1914, na cidade de Franca, São Paulo, viveu em uma época em que as feridas da escravidão ainda eram recentes. Dedicou a maior parte dos seus anos à luta pelo fim da discriminação racial. “No decorrer de toda a minha vida, por quase um século, foi assim: praticando [a luta pelos direitos humanos]. Eu não sou escritor e nem teórico de direitos humanos. Não sei elaborar teorias; eu sei fazer”, disse, na comemoração de seu 92º aniversário. 

    A sua luta em prol da igualdade racial começou cedo, quando ingressou, em 1930, na Frente Negra Brasileira, considerada o primeiro movimento brasileiro pelos direitos civis. Sua militância também foi exercida pela arte. Abdias contribuiu expressivamente para o desenvolvimento da cultura afro e para a formação de artistas afrodescendentes. Ele próprio artista, poeta e escritor, criou o Teatro Experimental do Negro (TEN), em 1944. A ideia surgiu após ter assistido a uma peça em que um ator branco pintara seu rosto para interpretar um negro. O TEN foi responsável pela formação da primeira geração de atores negros no país, além de contribuir para a criação da literatura dramática afro-brasileira. 

    À frente do TEN, em 1950, Abdias organizou o 1º Congresso do Negro Brasileiro e editou o jornal Quilombo. “A luta de Quilombo não é especificamente contra os que negam os nossos direitos, senão em especial para lembrar ou dar a conhecer ao próprio negro os seus direitos à vida e à cultura”, escreveu no primeiro editorial da publicação.

    Abdias era ciente de que o combate ao racismo no Brasil passava pela mobilização da sociedade civil e também pela esfera política. Promoveu inúmeras ações nessas duas frentes, como a organização da Convenção Nacional do Negro (194546), que propôs à Assembleia Constituinte um dispositivo constitucional que definiria a discriminação racial como crime de lesa-pátria. Articulou a luta brasileira pela igualdade racial com movimentos de libertação na África e com os movimentos pelos direitos civis e humanos nos Estados Unidos. 

    Assim, como outros militantes de direitos humanos, teve o Estado autoritário como oponente. Enfrentou duas condenações, que o trancafiaram na cadeia. Na primeira vez, foi preso e condenado à prisão na Penitenciária da rua Frei Caneca  (RJ), pelo Tribunal de Segurança Nacional por protestar contra a ditadura do Estado Novo, em 1937. Em 1941, foi preso no Carandiru (SP), condenado à revelia por resistir a agressões racistas em incidentes ocorridos em 1936. 

    Na cadeia, criou o Teatro do Sentenciado, formado por um grupo de presos que escrevia, dirigia e interpretava peças dramáticas. O regime militar, por sua vez, foi responsável pelo seu exílio. O Ato Institucional n.º 5 foi instituído quando se encontrava nos Estados Unidos. Abdias permaneceu, então, nos Estados Unidos e na Nigéria, por 13 anos, pois os inquéritos policiais que existiam contra ele no Brasil fariam com que fosse preso, se retornasse. Nessa época, produziu obras artísticas cujos temas eram a cultura negra e a resistência à escravidão e ao racismo. 

    Abdias retornou ao Brasil em 1978, quando participou de atos públicos e das reuniões para a fundação do Movimento Negro Unificado contra o Racismo e a Discriminação Racial. Três anos depois, fundou o Ipeafro (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros). Com a redemocratização, ele se dedicou à carreira política. Foi o primeiro deputado federal (RJ) a se dedicar à defesa dos direitos da população afrodescendente. Durante o seu mandato (1983-86), propôs o primeiro projeto de lei de políticas públicas afirmativas do Brasil. Foi também de sua autoria o PL que tipifica o racismo como crime. 

    Entre 1991 e 1992 e de 1997 a 1999, foi senador, assumindo o cargo como suplente do antropólogo Darcy Ribeiro. Foi também secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras do governo do estado do Rio de Janeiro (1991-94). “Construí a minha vida, num perene aprendizado, numa luta perene. Primeiro, pelos direitos dos afrodescendentes, depois por todo o povo brasileiro e, então, por todos os seres humanos. Todos merecem ter seus direitos respeitados”, afirmou. 

    Em 2006, recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ordem do Rio Branco, no grau de Comendador, a honraria mais alta outorgada pelo governo brasileiro. Em 2010, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Abdias acreditava que o combate ao racismo e a inclusão dos afrodescendentes na sociedade brasileira eram determinantes para que os direitos humanos pudessem se realizar. Foi por isso que seu trabalho deixou um legado inestimável para o movimento negro e também para a luta de direitos humanos no Brasil. “Promover os direitos humanos no Brasil significa dar prioridade à efetiva inclusão social dos afrodescendentes, pois o sistema de discriminação racial no Brasil, mais eficaz que o apartheid sul-africano, construiu um racismo que setores poderosos insistem em negar e ignorar solenemente, assim impedindo a busca de efetivas soluções” . Abdias faleceu em 2010, aos 97 anos. “Ele foi o líder maior das nossas lutas e, em honra à memória dele, continuaremos lutando”, afirma Sueli Carneiro.

     

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