
O Fundo Brasil de Direitos Humanos nasceu em 2006 por iniciativa de ativistas com larga experiência na defesa dos direitos humanos
Aquele era um momento de consolidação da democracia brasileira. Defensores atuantes na época reconheciam que, desde o fim da ditadura militar, o país avançara. Oficialmente, havia liberdade de manifestação, e grupos se organizavam por todo o país para defender e conquistar garantias fundamentais.
Mas o Brasil daquele início de século ainda convivia com desafios antigos e problemas estruturais: do racismo que organiza as nossas relações sociais à violência contra ativistas que fazia ( e ainda faz) do Brasil um dos países mais perigosos para defensores de direitos humanos.
Nossos quatro instituidores sabiam disso, e entendiam a ação coletiva como essencial para mudar esse contexto.
Rose Marie Muraro, Margarida Genevois, Dom Pedro Casaldáliga e Abdias Nascimento foram pioneiros em lançar luz sobre temas relacionados aos direitos humanos na sociedade brasileira.
Suas ideias libertárias romperam paradigmas e trouxeram uma nova perspectiva de justiça social, que pautou várias gerações de defensores de direitos humanos. Suas ações contribuíram para a mobilização da sociedade civil no país e tiveram ressonância internacional.
Suas ações de resistência e indignação contra as violações, das quais foram testemunhas, fizeram que fossem questionados e muitas vezes perseguidos. Mas isso não impediu que continuassem trabalhando constante e incansavelmente pela transformação de situações de desigualdade e iniquidade.
Nos perfis abaixo, você conhece um pouco da vida e do legado dessas figuras tão importantes para o fortalecimento da democracia brasileira.
Margarida Genevois, a dama dos direitos humanos no Brasil
Socióloga lutou contra a ditadura militar e, aos 103 anos, defende a educação em direitos humanos como ferramenta de transformação social.
D. Pedro Casaldáliga, bispo dos pobres e dos povos indígenas
Religioso foi expoente da Teologia da Libertação e defensor da reforma Agrária.

Abdias Nascimento, pioneiro das ações afirmativas para população negra
Ativista, político e dramaturgo, instituidor do Fundo Brasil desafiou o mito da democracia racial ao apontar racismo prevalente na sociedade brasileira.

Rose Marie Muraro, patrona do feminismo no país
Escritora e editora, ativista queria que seus livros “botassem fogo no mundo”.




























