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    Raízes

    Da pesca à apicultura: pescadores artesanais adaptam modos de vida para manter a tradição

    Com apoio do Fundo Brasil, a APAIM desenvolve projetos de apicultura para enfrentar os impactos da crise climática e das mudanças na lei da pesca
    Bárbara Diamante
    30/03/2026
    5 min
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    Em Miranda, território pantaneiro com cerca de 25 mil habitantes, a pesca é considerada uma prática tradicional, passada de geração em geração. A família de Nilza Bandeirazwicker, membro da APAIM, é um exemplo. Hoje, aos 60 anos, ela recorda de quando ainda era bem jovem e o pai pescava.

    “Eu nasci e fui criada na beira do rio. Meu pai criou 7 filhos, vivendo exclusivamente da pesca”, lembra. Assim como ele, Nilza manteve essa dinâmica até que mudanças na legislação passaram a impactar diretamente o modo de vida das comunidades pesqueiras. Em julho de 2023, foi sancionada a Lei n° 12.197/2023, popularmente conhecida como Transporte Zero. Ela proíbe a pesca e o transporte de peixes de 12 espécies, como o pacu, o pintado e o dourado – principais pescados pelos pescadores artesanais.

    A Associação de Pescadores Artesanais de Iscas de Miranda (APAIM) foi fundada em 2005 com o objetivo de fortalecer e apoiar pescadores e pescadoras da região, garantindo condições para a continuidade de suas atividades tradicionais. No entanto, diante das restrições impostas pela legislação e dos impactos sobre a pesca artesanal, a associação precisou se reorganizar e buscar alternativas de geração de renda.

    Em 2024, foram apoiados pelo  Fundo Brasil, a partir do Edital Comunidades Tradicionais Lutando por Justiça Climática, com o objetivo de ampliar as atividades desenvolvidas. Hoje, trabalham com projetos de apicultura, voltada para uma geração de renda consciente, aliada à preservação ambiental.

    Mudanças climáticas afetam a vida no Pantanal

    No Mato Grosso do Sul, a pesca é controlada para evitar que os peixes desapareçam por conta do calor excessivo e da seca histórica dos rios. Apesar de ser considerado uma planície inundada, o Pantanal passa por momentos de queimadas sazonais. Elas costumam ocorrer nas épocas de seca, entre julho e outubro.

    O problema é que, com o impacto das ações humanas e das mudanças climáticas, os incêndios têm ocorrido além do esperado. “Aqui temos as épocas das cheias e das secas. Ano a ano as enchentes têm diminuído muito. Até tem um pouco de chuva, mas não o suficiente. Antigamente, na minha juventude – e até uns 10 anos atrás –, a gente não via incêndios tão grandes porque o Pantanal era todo alagado e a água baixava devagar. O chão ainda mantinha umidade. Agora não”, explica Nilza.

    O apoio do Fundo Brasil chegou em 2024, em um momento delicado. Pouco antes, no final de 2023, o território passou por mais um incêndio. Nilza relembra daquele como “o mais forte e terrível” até então. Em meio às chamas, os apicultores, que também são brigadistas, tentaram combatê-lo. Não obtiveram muito sucesso. Muitos, inclusive Nilza, chegaram a ser internados, por conta da fumaça.

    O fogo, além de prejudicar a saúde dos moradores da comunidade, também destruiu a maior parte das caixas-isca – principal material para a realização da apicultura. “O apoio do Fundo Brasil foi fundamental, chegou na época que nossas caixas tinham sido praticamente dizimadas e a gente mais precisava continuar trabalhando. Com a primeira parcela, a gente comprou novas caixas para repor o que perdemos”, conta.

    Um dos resultados do trabalho dos apicultores é o mel. / Foto: APAIM

    Um dos resultados do trabalho dos apicultores é o mel. / Foto: APAIM

     

     

     

    Ao todo, foram adquiridas 100 caixas de abelha (ninho) e 100 melgueiras (onde é armazenado o mel), com a distribuição de 10 unidades de cada para cada apicultor envolvido no projeto. Em um período de 6 meses, Nilza produziu 150 quilos de mel.

     

    Foto: APAIM

    Foto: APAIM

     

     

     

     

     

    No decorrer do projeto, aprenderam novas técnicas, que possibilitaram produzir outros produtos, a partir da cera das abelhas. Algumas das produções foram: própolis, hidromel, velas, sabonetes e cremes para a pele.

     

     

     

    Apicultura se tornou um caminho para a justiça climática:

    Foto: APAIM

    Foto: APAIM

    O calor intenso provocado pelas alterações no clima afetam até hoje as atividades cotidianas. As horas mais quentes do dia, principalmente à tarde, são as mais difíceis de se produzir. 

    Para solucionar esse problema, criaram estratégias. Começam o trabalho às 4 da manhã e terminam às 8, quando as temperaturas ainda são amenas. Caso ainda restem atividades, voltam somente à noite, quando o tempo já está mais fresco.

    O transporte das abelhas também é feito ao entardecer. “Fazemos o transporte de noite porque é mais fresco para elas não sofrerem muito nem morrerem no percurso”, explica.

    Mesmo com a troca de atividades, a organização continuou se preocupando com o impacto ambiental das atividades.  As abelhas são essenciais para o equilíbrio ambiental: sem elas, diversos frutos, cultivos e espécies vegetais não existiriam. 

    Foi pensando dessa forma que a polinização se tornou essencial para a segurança alimentar das comunidades.

     

    “Não largamos a pesca, só abrimos nosso leque”

    Foto: APAIM

    Foto: APAIM

     

     

    Ainda que a pesca não seja a atividade mais rentável que desenvolvem hoje, eles a mantém. Com a proibição da captura de peixes de primeira, eles têm se adaptado. No lugar dos peixes nobres, pescam os de segunda. “Não pretendemos largar a pesca nunca. A pesca é uma questão cultural pra gente, vem dos nossos avós e nossos pais”, reflete Nilza.

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