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    Enfrentamento ao Racismo

    Rede de advogadas negras mobiliza mais de 100 pessoas em curso de letramento racial

    Com apoio do Fundo Brasil, Rede Yalodês oferece formação online e gratuita intitulada “Desconstruindo Silêncios”, para ampliar o debate sobre enfrentamento ao racismo
    Bárbara Diamante
    11/02/2026
    7 min
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    “O primeiro passo do letramento racial é reconhecer o racismo estrutural”. É o que diz Luíza Mandela, doutoranda em educação, durante palestra do primeiro módulo do curso desenvolvido pela Rede de Advogadas Negras – Yalodês. Em um contexto em que todos os dias são noticiados casos de racismo, a formação surge como uma maneira de levar conscientização a todos os públicos.

    Hoje, a diretoria da Rede é composta por 9 mulheres. Foto: Rede de Advogadas Negras – Yalodês (banner de divulgação do curso)

    Durante os dias 8, 15 e 22 de julho de 2025, advogadas negras da Rede Yalodês transmitiram pelo Youtube três módulos de uma formação que abordava desde o panorama do racismo no Brasil às formas de enfrentá-lo. 

    Ao longo das aulas, foram apresentados dados que ilustram como o racismo opera em diversas esferas. Dentre eles, foi destacado que apenas 22% de pessoas negras são protagonistas de novelas e campanhas, ainda que componham maior parte da população, e o fato de que quase 70% da população carcerária é composta por jovens negros.

    O curso foi um dos resultados do projeto apoiado pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos, por meio do edital Enfrentando o Racismo a partir da Base – 2024. 

    Com acesso 100% gratuito, as aulas foram abertas a pessoas de diferentes trajetórias, áreas de atuação e regiões do país, promovendo um espaço plural de aprendizagem e troca. “Nós, pessoas pretas, não precisamos falar de racismo e questões raciais só para nós. É preciso ampliar essa discussão. O curso foi aberto para quem quisesse participar e foi feito online, para que tivesse um alcance nacional. A ideia é democratizar o acesso ao ensino”, conta Caliane Nunes, presidente da Rede de Advogadas Negras – Yalodês. Aqueles que se inscreveram e concluíram os módulos receberam certificado. 

    As gravações seguem disponíveis no canal oficial da organização para acesso público.

     

    Não basta não ser racista, é necessário ser antirracista

    O primeiro contato de Caliane com o assunto foi quando estudava para prestar vestibular, em sua passagem pelo curso popular Instituto Beneficente Cultural Steve Biko. A organização é voltada à formação de estudantes negros e negras ao acesso às universidades. “Quando estudei lá, tinha uma disciplina chamada ‘Cidadania e Consciência Negra (CCN)’. O curso de letramento veio muito inspirado nessa ideia”.

    Naquela mesma época, Caliane prestou vestibular para História e, tempos depois, migrou para a advocacia. “Hoje, na área do Direito, eu compartilho esses conhecimentos. A discussão racial veio amadurecendo ao longo do tempo e é importante fazer essas atualizações”.

    Além da inspiração na disciplina das aulas pré-vestibular, a ideia parte do entendimento de que, ainda que tenham se passado mais de 20 anos desde que frequentou o Instituto, continua faltando compromisso da sociedade brasileira em compreender e enfrentar o racismo. “O curso surge para plantar uma sementinha da luta antirracista. Para que todas as pessoas consigam perceber o seu lugar na sociedade e como atuar”.

    Para estruturar o curso, teve apoio da coordenadora pedagógica Manuela Barbosa, que conheceu durante sua jornada no Instituto Steve Biko. Juntas, moldaram as aulas com uma divisão em três módulos, para que os espectadores ganhassem base conceitual e pudessem ter acesso ao caminhar da discussão racial.

    Quanto às convidadas, houve um olhar cuidadoso para definir as participantes. “Tem muita gente boa que fala sobre o assunto, mas resolvemos priorizar membros da direção”, justifica. A escolha resultou em um grupo de três palestrantes negras, com destaque para a presença das mulheres que compõem a Rede Yalodês.

    Yalodês é sabedoria e bem-estar coletivo

    A Rede de Advogadas Negras – Yalodês foi criada em 19 de outubro de 2023 a partir da percepção de advogadas negras oriundas de escolas públicas diante do sistema judiciário que, historicamente, as exclui. Segundo a pesquisa “Justiça em Números 2024”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 14,3% dos magistrados são negros e negras. Em relação às mulheres negras, o número cai pela metade: estima-se que, ao todo, são somente 7% na magistratura.

    Foi pensando em dados estatísticos como esses, que se uniram com o objetivo de promover a transformação social através da luta por direitos iguais e da eliminação do racismo estrutural.

    O nome Yalodês tem origem iorubá e significa mulher que lidera e representa outras mulheres. Caliane explica que “além da ideia de assumir protagonismo dentro do sistema de justiça, o objetivo é fortalecer uma a outra. O grande lema é ‘uma sobe e puxa a outra’”.

    Nos meses iniciais, a Rede de Advogadas Negras era composta por 30 mulheres negras, atuando em assistência jurídica, conscientização sobre igualdade racial e de gênero, e incidência política. Hoje, fortalecidas depois do apoio e com pouco mais de 2 anos de formação, a organização conta com 200 mulheres do mundo jurídico. Dentre elas advogadas, juristas, estudantes e professoras, espalhadas ao redor do Brasil.

    Além das formações e palestras, um dos motes da organização são os atendimentos jurídicos gratuitos. Eles são mutirões que têm o objetivo de tirar possíveis dúvidas sobre diversos processos jurídicos, como o acesso ao INSS e Previdência Social.

    As parcerias ocorreram com associações de moradores e grupos de mulheres que trabalham com a pauta racial. Os encontros funcionam da seguinte maneira: a Rede estabelece uma data, as advogadas vão até o local combinado e as pessoas interessadas levam demandas para que possam ser orientadas.

    O público alvo da assistência jurídica são pessoas negras e de baixa renda, que geralmente não têm acesso a esse tipo de assistência. A expectativa inicial era a de que durante o projeto fossem realizados cerca de 60 atendimentos, mas superaram seus objetivos. Ao todo, foram ofertados 110 atendimentos jurídicos gratuitos, beneficiando mais de 500 pessoas indiretamente.

    Apoio do Fundo Brasil possibilitou consolidação institucional

    O edital Enfrentando o Racismo pela Base tem como objetivo fortalecer institucionalmente grupos compostos por ativistas negres/negras/negros e viabilizar as atividades propostas por organizações que visam a defesa de direitos da população negra e preza pela justiça racial.

    Membros da Rede Yalodês durante a Marcha de Mulheres Negras. Foto: Rede de Advogadas Negras – Yalodês

    “O ‘Raízes da Igualdade’ foi nosso primeiro projeto aprovado depois da construção do CNPJ. A partir dele, fizemos atendimentos jurídicos gratuitos para a população negra e o curso de letramento racial. Foi com esse recurso que deu para fortalecer a Rede. Foi uma experiência magnífica”, rememora a presidente da Rede de Advogadas Negras.

    Em novembro de 2025, a Rede Yalodês foi uma das 49 organizações apoiadas pelo Fundo Brasil que marcou presença na Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. “O apoio da Marcha foi muito legal, muito bom de ter participado. A Marcha foi um ato político que ampliou a visão das pessoas. Tem integrante das Yalodês que foi para lá e nunca tinha entrado num avião antes, que nunca tinha saído de Salvador”, relembra. 

    As experiências, inclusive durante a Marcha das Mulheres Negras, ajudaram a consolidar a percepção de que o debate racial precisa adentrar espaços ainda mais específicos. Ao olhar para o futuro do curso, Caliane pensa que o objetivo agora é expandir a formação. “O formato do Youtube foi bacana, já que dá para alcançar toda a sociedade, mas se a discussão racial é algo necessário para a sociedade como um todo, a ideia é levar esse conhecimento para várias áreas. Por exemplo: letramento racial para professores, para empresas, para comunicadores…”.

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