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Série do Fundo Brasil conta histórias de #DefensorXs dos direitos humanos

Vídeos, textos e imagens mostram as trajetórias de ativistas apoiados pela fundação

17 abril 2018

- por Fundo Brasil de Direitos Humanos -

 

 

Mãe, mulher negra, empreendedora e ativista, Maria Teresa Ferreira, do Momunes (Movimento de Mulheres Negras de Sorocaba), sabe muito bem o que é ocupar um espaço em que resistir é fundamental para seguir em frente.

“Você precisa todo dia ter que falar para alguém: sou preta sim. E aí? Você vai conversar comigo, vai bater a porta na minha cara, como é que a gente vai negociar?”, diz.

O depoimento de Maria Teresa sobre o Momunes e sua própria trajetória é um dos que fazem parte da série #DefensorXs, que o Fundo Brasil divulga em seu site e nas redes sociais a partir desta semana.

São 14 depoimentos de defensores e defensoras de direitos humanos ouvidos durante o XI Encontro de Projetos do Fundo Brasil, realizado em dezembro do ano passado durante três dias com oficinas, debates, roda de conversa sobre os desafios para 2018 e o show “Diálogos Musicais em Direitos Humanos”.

Todas as pessoas entrevistadas pela equipe de comunicação fazem parte de grupos, organizações e coletivos apoiados por meio do edital “Combate à violência institucional e à discriminação – 2017”.

Por meio da série, o Fundo Brasil mostra a importância de defensores e defensoras para a conquista de direitos que beneficiam toda a população e também para a construção de um país mais democrático.

As histórias serão contadas quinzenalmente, por meio de vídeos, textos e imagens.

“A gente milita a vida toda, principalmente para quem é preto, favelado, pobre. Milita a vida toda. Só que às vezes não tem essa percepção de militância”, contou Fabrício Tadeu de Paula, o Bim Oyoko, do Fórum das Juventudes da Grande BH.

Nos depoimentos, o grupo de ativistas falou sobre a importância do apoio do Fundo Brasil para fortalecer as suas lutas. Eles e elas atuam em causas diversas, distribuídos por vários estados brasileiros.

“Em 2011, uma ação chamada Zona de Direitos, com apoio do Fundo Brasil, nos trouxe um momento de reflexão. E encontramos uma ferramenta muito importante, a comunicação”, relata Leila Barreto, do Gempac (Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará). O grupo voltou a ser apoiado em 2017. 

Veja a lista completa dos depoimentos

Kaiulu Yawalapiti – Associação Yamurikumã das Mulheres Xinguanas – MT

Tauã Souza e Silva –  Associação dos Povos Indígenas do Mapuera – PA 

Chopelly Santos Pereira – Amotrans- PE

Maria Teresa Ferreira – Movimento de Mulheres Negras de Sorocaba – SP

Rúbia Mara Silva Oliveira – Frente Nacional de Mulheres no Funk – SP

Adriano Moreira de Araújo – Fórum Grita Baixada – RJ

Iara Beatriz Pereira – Rede Puxirão de Comunidades Tradicionais – PR

Josefa de Oliveira Câmara da Silva – Conselho Ribeirinho – PA

David Vieira de Araújo – Fórum DCA – CE

Ana Cristina Carvalho de Oliveira – Associação de Bem com a Vida – RR

Glória Rejane da Silva Santos – Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores Domésticos de João Pessoa e Região – PB

Bim Oyoko – Fórum das Juventudes da Grande BH – MG

Edson Lopes Cardoso – Ìrohìn – BA

Leila Barreto – Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará – GEMPAC – PA

 

 

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