O Fundo Brasil de Direitos Humanos está a caminho da COP 31. Nossa delegação é formada por 5 pessoas: Gislene Aniceto, diretora executiva adjunta; Mayk Cardoso e Thainá Mamede, assessores do Raízes – Justiça Climática para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais; Amanda Camargo e Dayana Souza, coordenadoras do Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno.
A 31ª Conferência do Clima da ONU será realizada em Antália, na Turquia, de 9 a 20 de novembro.
“Nosso papel é garantir o apoio estruturado, com recursos e suporte técnico, para que as organizações de base brasileiras participem continuamente dos momentos mais importantes do debate climático. Mais uma vez, o Fundo Brasil está levando à Conferência do Clima um grupo significativo de lideranças, com as experiências que criam em seus territórios e os resultados que podem contribuir para o enfrentamento a esse desafio global”, destaca Gislene Aniceto, diretora executiva adjunta do Fundo Brasil.
O grupo de organizações que tem apoio do Fundo Brasil para participar da COP 31 na Turquia inclui sindicatos de trabalhadores envolvidos na incidência em torno do Mecanismo de Ação de Belém – instrumento multilateral criado durante a COP 30, no ano passado, para coordenar, financiar e implementar de forma justa a transição energética e global.
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Grupos que debatem a transição justa no âmbito de combustíveis fósseis e energia elétrica também estão na comitiva.
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) participou, em outubro, do encontro promovido pelo programa de intercâmbio do Labora, em Belo Horizonte. O encontro resultou em uma carta de reivindicações que está sendo levada à COP 31 pela organização.
A categoria de catadores de recicláveis é essencial à transição para uma economia mais verde. Essas trabalhadoras e trabalhadores, no entanto, enfrentam os impactos de eventos extremos sobre suas condições de trabalho, saúde e renda. A carta pretende pautar essas reivindicações na agenda climática global.
Leia mais sobre o encontro de catadores de recicláveis em Belo Horizonte.
“Também acompanharemos as atividades de Palmares Lab, FASE e Cúpula dos Povos para continuar o nosso mapeamento contínuo de suas prioridades e seguir fortalecendo suas lutas”, disse Amanda Camargo, coordenadora do Labora.
Em 2025, o Fundo Brasil doou R$ 3,8 milhões para a Cúpula dos Povos, que promoveu a maior mobilização popular realizada durante a COP 30 em Belém, com mais de 10 mil pessoas e mais de 1,1 mil coletivos populares. Leia mais aqui.
A comitiva do Fundo Brasil acompanha ainda a Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM) e a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA). A agenda prevê incidência no Caucus Indígena e no Caucus de Gênero, acompanhamento das negociações sobre transição justa e das discussões relacionadas ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) também acompanhará os debates em torno da TFFF.
“Continuaremos fortalecendo a agenda do financiamento às terras indígenas e aos territórios das populações tradicionais, que são o foco do trabalho do Raízes”, disse Thainá Mamede, assessora da iniciativa.
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